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Partindo de um entendimento expandido da noção de dissidência, neste artigo argumentar-se-á que as práticas artísticas conhecidas como eletrografia e copy art se caracterizam, por um lado, como uma forma radical de dissidência em relação ao sistema editorial e ao mundo da arte, apresentando, por outro, as suas próprias alternativas. Assim, não só os seus trabalhos tomam a forma de publicações experimentais que desestabilizam os conceitos tradicionais de obra e autoria, como, nesse mesmo movimento, apresentam propostas de canais contra-hegemónicos de comunicação e de cooperação entre artistas.
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Neste ensaio apresento e analiso Variety, um conjunto de imagens estáticas criadas por Edgar Pêra com recurso a inteligência artificial e motivadas pela obra de Fernando Pessoa. Num primeiro momento, procuro estabelecer algumas ligações simbólicas entre inteligência artificial e a obra pessoana de modo a refletir, depois, sobre o impacto dos processos algorítmicos na produção cultural, nomeadamente em ligação com uma mais longa história social da inteligência artificial. Para este fim, reflito sobre as criações de Pêra adotando uma perspetiva material focada nos estudos críticos do software e orientada para pensar os objetos enquanto resultados de procedimentos de codificação e descodificação computacional e cultural.
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Em Poesia Programa Performance defende-se a importância de pensar a contemporaneidade digital numa perspetiva conjunta entre projetos poéticos, processos programáticos e práticas performativas. Este livro configura também um dispositivo interventivo no sentido ontológico da ação crítica que esta cultura pós-medial suscita. Os diferentes contributos provenientes de diferentes campos, desde a poesia experimental, as artes computacionais, passando pelos estudos da performance e por várias formas de escrita expandida, dão conta da fluidez inquieta que atravessa os atuais modos civilizacionais contemporâneos, ao mesmo tempo que, traçando uma aproximação ao seu estudo, génese e entendimento, antecipam cenários futuros.
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Como (se) vive a poesia? Como reverbera, como se dissipa, como ressoa? Trata-se de um ato linguístico ou é algo que suplanta a língua? Como pode a poesia atuar enquanto voz e corpo, enquanto som pendurado no tempo e desenho que ocupa o espaço? Todo o poema carrega em si um fulcro performativo? Podemos vislumbrar perguntas como estas nos entrecruzamentos entre poesia e performance ao longo das décadas, seja nas práticas dos artistas ou nos estudos que sobre eles se debruçam. O livro Performances Poéticas | Poéticas Performativas surge do interesse comum de vários membros do Grupo Intermedialidades do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa em fazer reverberar tais questões, em responder-lhes ou lançar novas perguntas a partir delas.
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