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Em 1971, saía no Funchal um livro de Liberto Cruz (1935), Gramática Histórica, que se propunha desconstruir paródica e satiricamente a linguagem e a ideologia do regime salazarista. A obra, como nos lembra o autor na edição de 2007, esgotou numa semana. Quando a crítica oficial se apercebeu do registo subversivo dos textos, já todos os exemplares estavam nas mãos de "atentos e desobedientes leitores" (Cruz, 2007: 10), como se lê no apontamento introdutório da edição de 2007, assinado por Liberto Cruz, que opta por um título muito oportuno, porque abrange os leitores que necessitam da nota para compreenderem o contexto em que surgiu o livro, mas também visa aqueles leitores que conhecem já a história deste livro: "Nota desounecessária dos autores" (entenda-se: "desnecessária", "ou necessária"), porque na primeira edição o autor oculta a sua identidade sob um pseudónimo: Álvaro Neto, que, em 1966, no segundo e último caderno da Poesia Experimental, aparece como autor de vários poemas.
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Reconheço na literatura e nos estudos literários um lugar central na História e na evolução do ser humano e da sociedade, e este livro, dividido em duas secções (Poesia e Ficção), é o reflexo disso mesmo; reflexo, também, de obras teóricas que, independentemente dos seus princípios de base (mais biografistas, psicologistas ou socioculturais, mais formalistas e estruturalistas, mais de estilística e retórica, etc., ou mais de síntese entre as várias orientações), têm sido decisivas para a constituição da crítica literária moderna e do seu propósito de determinação, na medida do possível, dos sentidos e valores de um texto literário ou de um sistema de obras literárias.
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In this article we try to show how the work of the Portuguese writerLiberto Cruz establishes a compromise between the poem as text freeof any ideological imposition and the poem as social and politicalaction; between the internal and personal experience of the authorand his commitment to the history of the country; between the selfsufficiency of the poem and its links to the larger world; betweencommunication and elevation; between the work’s expansion ofimage and semantics and the communication of feelings, emotionsand ideas; and between the textual “I” and the biographical “I”.
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Wie gehen Damien Hirst und Banksy mit Konsumkultur um? Welche Strategien wählen die Künstler, um aus dem Konsumkreis zu entfl iehen? Auf welche Weise tauchen diese Phänomene in beider Kunst auf? Diesen Aufsatz zusammenfassend überspitzt Hirst die radikale Säkularisierung unserer Gesellscha.. ; Banksy politisiert ähnlich der Karikatur durch sein Aufdecken von inhärenten Widersprüchen. What is Damien Hirst's and Banksy's attitude towards consumer culture? What strategies choose the artists to get out of the consumption cycle? In what way do these phenomena of capitalism appear in their art? Generally speaking, Hirst exaggerates the radical secularization of our society; Banksy is politicizing similar to the cartoon by uncovering society's inherent contradictions ¿Cuál es el posicionamiento de Damien Hirst y Banksy frente a la cultura del consumo? ¿Qué estrategias adopta cada uno de ellos para distanciarse del ciclo del consumismo? ¿Cómo representan el capitalismo en su obra? Grosso modo: Hirst exagera la radical secularización de nuestra sociedad y Banksy, acercándose a la caricatura, critica decisiones de tipo político mediante la exhibición de las contradicciones inherentes a ellas.
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O artigo que aqui se inicia parte de uma reflexão mais genérica sobre a imagem e a visualidade na cidade, para se centrar num exemplo que considero particularmente interessante para o estudo das dinâmicas contemporâneas de apropriação do espaço urbano que recorrem a dispositivos de natureza visual. A cidade é, neste contexto, tomada como artefacto cultural, uma fabricação histórica participada por agentes com poderes e desejos desiguais. Nesta arena conflitual habitam pessoas e comunidades com condições, vontades, práticas e representações, dissemelhantes. A cidade espelha esta multiplicidade ontológica com propensão a revelar-se na matéria visível do quotidiano. À tona emergem sinais, social e culturalmente significativos, que contribuem para a fundação de um ecossistema simbólico e comunicativo particular. Podemos, eventualmente, encarar a existência de uma cultura visual urbana (Wells, 2007) dada a especificidade de agentes, gramáticas e mecanismos de comunicação que conseguimos antever neste território.
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